Professor da UESPI sequência o DNA de bactéria e vê possibilidade de uso em produto biotecnológico

2020-06-17

Por Arnaldo Alves

Link da Matéria: https://www.uespi.br/site/?p=133399

 

O professor Dr. Wesley Oliveira de Santana, dos cursos de Biologia e Enfermagem da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus Prof. Barros Araújo – Picos, desenvolveu uma pesquisa sobre o DNA de oito (08) cepas de uma espécie de bactéria que infecta diferentes tipos de plantas, chamada Xylella fastidiosa.

Professor Dr. Wesley Oliveira

Professor Dr. Wesley Oliveira

Xylella fastidiosa, que causa a doença conhecida popularmente como “amarelinho”, é uma das mais perigosas bactérias a nível mundial, com capacidade para ser transmitida por insetos que podem causar danos graves em cerca de 300 tipos de plantas, quando um inseto picador-sugador leva a doença de uma árvore para outra.

Até o momento, caso não tenha um diagnóstico precoce, a forma de parar a evolução da doença é o abate das árvores infectadas, o que pode ser extremamente perigoso para o meio ambiente e econômico em casos de grande disseminação.

Por esse motivo, o estudo (in silico) do professor Dr. Wesley Oliveira, feito em parceria com docentes de outras instituições torna-se tão importante.

Segundo ele, na pesquisa é possível constatar que, provavelmente, a evolução e diversificação das cepas fastidiosa (grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas ou fisiológicas) ocorreram através de um processo de transferência lateral gênica, ou seja, o vírus que infectou essas bactérias no passado, modificaram o arranjo do DNA. Além disso, é possível verificar a existência de fatores Bioquímicos de comunicação entre bactérias e patogênicos durante seu processo de infecção.

“As pesquisas permitem observar a existência no DNA da Xylella fastidiosa, de sequências de DNA de vírus, com um gene capaz de produzir uma enzima com potencialidade biotecnológica. Também foi possível verificar que esse mesmo gene pode atuar como catalizador para desfazer o chamado ‘biofilme’ em bactérias humanas, facilitando a atuação de antibióticos em pacientes nos hospitais”, explica o professor.

O docente também é co-autor de um estudo (in silico) sobre diversidade genética de plasmídeos de Xylella fastidiosa avaliada por genômica comparativa. Os artigos estão disponíveis nas revistas internacionais: The American Phytopathological Society (APS) e, Tropical Plant Pathology (TPP).