Nos Canteiros da História: desafios da pesquisa no tempo presente
Sinopse
“Nos Canteiros da História: Desafios da Pesquisa no Tempo Presente” reúne pesquisas que se debruçam sobre os desafios e possibilidades da História do Tempo Presente, um campo historiográfico que tem se consolidado como fundamental para compreendermos os processos históricos que ainda reverberam em nossa sociedade.
A História do Tempo Presente nos convida a investigar "uma história com testemunhas", como definiu Danièle Voldman. Mais do que isso, trata-se de uma perspectiva que nos permite ser verdadeiramente contemporâneos de nosso tempo, capazes de perceber suas fraturas e contradições, como nos ensina Giorgio Agamben.
Estruturada em dois eixos temáticos, Canteiros da História: feitios e apropriações e História do Presente e Memória: desafios e disputas, a obra apresenta quatorze capítulos que transitam por temáticas diversificadas, que vão da psicanálise freudiana às questões ambientais em Gilbués; das experimentações artísticas de Torquato Neto aos desafios do ensino de História; das disputas políticas contemporâneas às memórias camponesas piauienses.
A coletânea destaca-se pela diversidade metodológica, valorizando fontes orais, documentos midiáticos, literatura, registros audiovisuais e memórias, superando hierarquias tradicionais na construção do conhecimento histórico. Os trabalhos aqui reunidos dialogam com áreas como Ciência Política, Jornalismo, Linguística e Educação, demonstrando a força da interdisciplinaridade nos estudos contemporâneos.
Esta publicação evidencia como a historiografia piauiense contribui para debates nacionais sobre política, memória, identidade, cultura, ensino e sustentabilidade. Os estudos valorizam vozes historicamente marginalizadas, revelando aspectos cruciais dos processos históricos frequentemente ignorados pelos discursos hegemônicos.
Abre a coletânea um texto magistral de Durval Muniz de Albuquerque Júnior, que reflete sobre os vinte anos do PPGHB-UFPI, seguido por contribuições de pesquisadores renomados como Antonio Paulo Rezende e Pedro Pio Fontineles Filho, além de trabalhos de jovens pesquisadores que representam a vitalidade da produção historiográfica regional.
"Nos Canteiros da História" é um convite ao cultivo coletivo do conhecimento, reconhecendo que nossa área se caracteriza pela fertilidade de proposições analíticas, mas também pelos desafios impostos à compreensão da vida humana no tempo. É, sobretudo, um compromisso com a difusão do conhecimento historicamente produzido e com a formação de uma cultura de valorização da leitura e da pesquisa em nossa sociedade.

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